Cinema

Movielist de Abril 2017

15:00


Dessa vez eu prometo de pé juntinho que esse não vai ser mais um quadro que eu começo e paro de fazer dois meses depois. Talvez isso de sempre começar algo e nunca terminar seja um defeito bem grande meu? Talvez seja, mas a gente guarda as partes pessoais e psicológicas para os textos que a gente posta outro dia, não é mesmo? Mas hoje, eu vim aqui apresentar pra vocês o próximo quadro que entra em cena esse ano (e quem sabe nos próximos) para ajudar vocês na hora de fazer uma seção da tarde com os migos ou um cafofo com o amorzinho.

Senhoras e senhores, com vocês, o Movielist 2017! essa palavra era muito mais legal na minha cabeça

O Movielist 2017 é um espaço que eu abri aqui no bloguinho para falar de uma coisa que eu amo de paixão: filmes. E não é porque eu tô no segundo ano do ensino médio que eu vou abrir mão de ver aquele filmezinho no final de semana agarradinha no cobertor bebendo uma xícara de café quente. Eu, como uma péssima escritora, prefiro muito mais ver um filme do que ler um livro. Julgue quem quiser, mas uma coisa não podemos negar: ver um bom filme é bom pra caralho.

Ok, de qualquer maneira, eu vou selecionar alguns dos filmes que eu vi no mês e fazer uma crítica aberta e nada profissional aos mesmos. É claro, não vou escolher apenas os mais tops, mas sim todos aqueles que eu acho digno de uma crítica. Lembrando que QUASE NENHUM DOS FILMES FORAM LANÇADOS NESSE MÊS, pode acontecer que eu selecione algum que ainda esteja passando no cinema, mas é bem raro já que eu não tenho nem dinheiro nem tempo pra isso ultimamente.

1- Lolita (1997) 


Dirigido por Stanley Kubrick em 1962 e por Adrian Lyne em 1977, Lolita é uma adaptação cinematográfica do romance de Vladimir Nabokov que leva o mesmo título, publico em 1955. O enredo da história gira em torno de um professor de literatura chamado Humbert Humbert que tem lá seus 50 e poucos anos, e que se apaixona perdidamente por Dolores Haze (posteriormente chamada de "Lolita" pelo protagonista). Estaria tudo bem se Dolores não tivesse apenas 12 anos de idade e os dois forem sexualmente envolvidos. Lolita foi uma obra bastante polemica para a época e ainda é considerada uma das maiores obras literárias do século XX, entrando pra lista dos 100 melhores romances da língua inglesa pela Times.

É uma obra bastante delicada de se analisar superficialmente pois há interpretações e interpretações. Ao meu ver, Lolita não é uma história de amor. A gente não está falando sobre um casal que se conhece e se apaixona e vivem felizes para sempre. Estamos falando de uma criança e sobre um homem que criam um vínculo abusivo e extremamente possessivo. A ingenuidade de Dolores é interrompida pela falta de bom senso de Humbert ao não finalizar a relação platônica que ele tinha com ela ao perceber que era loucura. E tudo bem, todos nós encontramos romances ao longo da vida que consideramos loucura, mas não de uma forma tão infantil (literalmente) e inconsequente. 


De qualquer maneira, Lolita é uma boa obra. Gosto de pensar que ela foi escrita mais como uma forma de crítica do que como um relato pessoal, até porque isso seria doentio. Esteticamente, a fotografia do filme de 1997 se aproxima bem ao contexto do enredo, abusando de tons pastéis o que remete à genuinidade e à infância de uma forma discreta. A trilha sonora também é leve e caracteriza bastante esse ar angelical de Dolores. Talvez essa estética tenha feito parecer que o "romance" que estava acontecendo ali não era tão errado. Mas acredite, está tudo errado. 

2 - Sing Street (2016)


Lançado em março do ano passado e dirigido por John Carney, Sing Street é um típico filme hipster dos anos 10 que faz você se apaixonar pela trilha sonora e pela personalidade dos personagens e provavelmente te fazer apaixonar pelo protagonista. Mas não, talvez Sing Street seja mais que isso. A história de Sing Street começa quando a família de Conor decide transferi-lo para uma escola tipicamente católica. Nem um pouco popular, ele já chega sofrendo bullying e ameaças de até mesmo do próprio diretor da escola, e o seus pais que vivem brigando não colaboram muito. Mas as coisas começam a melhorar quando ele conhece Raphina, uma modelo que vive esperando sei-lá-quem na porta do colégio de Conor. E então, para impressionar a garota, ele a convida para participar de um video clipe de sua banda. Só que existe um detalhe... Que banda? 

Começa então a história de Sing Street, a banda que só começou a existir por causa de uma garota. Ao longo do filme, as prioridades da banda vão mudando e eles realmente começam a respirar música. Conor sofre uma grande influencia musical de seu irmão mais velho, o que influenciou bastante na criação da personalidade acústica e lírica da banda. E também, seus conflitos com o diretor da escola não acabam e a revolta dentro de Conor só aumenta à medida que ele vai se encontrando em si mesmo e mudando a sua personalidade para algo não muito... comum, digamos.


O modo que o filme retrata o rigor existente dentro desses tipos de colégio é muito interessante, o que levou até o surgimento de um posterior protesto criado por Conor. Além de retratar explicitamente o bullying existente nas escolas, o filme mostra a melhor maneira que existe de como lidar com ele. O desenrolar do conflito é incrível e o final é chocante, sério. Não vou falar mais nada sobre a história porque vale muito a pena conferir de pertinho (mas se não for tudo isso, lembre-se de que foi você quem criou expectativas). Fotografia ótima, combinando bastante com o cenário punk-rock de Dublin e a trilha sonora igualmente linda, mas triste. É tudo triste. 

3- C'est Pas Moi, Je Le Jure! (2008)


Essa é a parte que eu confesso que pago bastante pau para filmes franceses. E como sempre aconteceu com os demais, com esse não ia ser diferente. Dirigido por Philippe Falardeau e lançado em 2008, o filme conta a história de Léon Dóre, de dez anos de idade mas já é cheio de problemas. Quando era menor, Léon sofreu um acidente que quase o matou enforcado e isso gerou muita culpa em sua. Sua mãe que, por sua vez, vive brigando com seu pai e coberta o filho nas tretas contra a vizinha quando ele jogo ovos na casa dela. Ela sempre o ensinou a mentir, porque talvez, isso seja o que ela saiba fazer de melhor. Anos depois, a mãe de Léon decide se divorciar e foge para a Grécia para tentar uma vida nova longe de toda essa confusão que ela chamava de "vida". Abandonou tudo: casa, emprego, marido e até o nosso Leónzinho...

Ao longo do filme, León revela ter um coração imenso. Coberto de saudade da mãe e apaixonado por uma garotinha que conhecera na escola, ambos tentam fugir. Mas é claro, não dá certo. Eles tem apenas dez anos. Mas isso foi o suficiente para revoltar a família de sua amada e o impedi-la de conviver com ele por um longo tempo. O coração de León fica ainda mais partido e, consequentemente, o nosso também. Mas calma, meus amigos, ainda não chegamos na parte boa. 


O filme relata bem os sentimentos de crianças que nem sempre os adultos dão atenção. É interessante perceber que existe um pedaço de León rejeitado em cada um de nós e talvez tenha sido isso que me fez chorar litros e litros. Tente reparar a curva de seus sentimentos durante o filme pois eles vão variar desde raiva até compaixão e acredite, está tudo bem ficar tão instável assim. O filme é uma verdadeira montanha-russa que, se pá foi criada para nós descobrirmos o pior e ao mesmo tempo o pior de nós mesmos. Cada trauma e cada conquista que a gente enxerga ali é algo que existe dentro da gente e que, de alguma forma, a gente tentou esconder até aquele momento. Obrigada, Léon! 

Cinema

Você vai se apaixonar pela trilha sonora de Girlboss

15:00


Acho que a partir de hoje podemos dividir Bárbara Morais em duas fases: antes de Girlboss e depois de Girlboss. Se você ainda não viu essa nova série original da Netflix, você deveria parar de fazer o que você está fazendo e dar o seu clique lá porque sério, é a melhor série que a Netflix já produziu. Sendo uma extensão do livro #Girlboss, a série conta a história de Sophia Amoruso, dona da marca de fast fashion Nasty Gal, oficialmente fundada em 2008. Podemos notar que, desde cedo, Sophia sempre foi uma garota de personalidade e emponderada. Por isso, ela quase nunca conseguia permanecer em um emprego fixo. Após ser demitida em uma dessas, Sophia decide usar o seu dom de transformar peças ordinárias em peças incríveis e funda a sua própria marca. Claro, depois de muito ralar duro e enfrentar um monte de loucura por aí.

Justamente por ser uma série cheia de personalidade, Girlboss exige uma playlist única, e é aí que eu entro na história. Ao longo da série, eu fui reconhecendo várias músicas e me apaixonando por outras novas. E como eu sou uma ótima pessoa que gosta de compartilhar coisas boas com meus leitores, cá estou eu para mostrar pra vocês que Girlboss é uma série da porra que merece toda a sua atenção, por conter tudo o que uma garota cheia de sonhos (mas sem dinheiro algum) precisa: inspiração e música boa. Claro, eu não separei TODAS as músicas da série, mas sim aquelas que eu mais gostei e que, se você não for ver a série, pelo menos ouve essas aqui que elas realmente valem a pena. 

1- Rebel Girl - Bikini Kill


2- Float on - Modest Mouse


3- Have Yourself a Merry Little Christmas - She & Him


4- Je veux te voir - Yelle


5- Teenage Dirtybag - Wheatus 









Cinema

7 motivos para você ler Scott Pilgrim

14:50

Ah, Scott Pilgrim. Quem me conhece sabe que um dos meus filmes favoritos e quadrinhos, é Scott Pilgrim. E bom... Como todo mundo, eu tive minhas dúvidas antes de entrar na preciosa vidinha de Scott Pilgrim. Por isso, pra vocês não terem dúvida alguma antes de ler, eu separei aqui os 7 melhores motivos para você TER que ler Scott Pilgrim. Ou, se você tem muita preguiça dessa parada de ler, você pode ver o filme. Não é melhor que o quadrinho, mas...
Ah, você pode comprar Scott Pilgrim clicando aqui.
E também, ver o filme clicando aqui.



1- Seu conceito sobre quadrinhos vai mudar completamente

Juro pra vocês que eu não era a maior fã de quadrinhos do mundo. Eu li alguns, mas só os que me chamavam atenção. Mas eu não sei porquê, Scott Pilgrim despertou esse desejo em mim de sempre querer ler mais quadrinhos. Além de ser super bem feito e ter um filme muito bem produzido, é apaixonante.

2- Você vai se apaixonar pela solidão

É muito engraçado como o Scott lida com a solidão. Morando com o "melhor amigo", não tendo um emprego e tendo que lutar com uma porrada de gente pra ter uma namorada. Além de que Scott vive de vestígios do passado, que acaba não deixando ele em paz. E isso resulta em um certa solidão, só que o do melhor tipo. Acredite, isso existe.

3- Seu mundo vai cair quando você terminar de ler

Sabe aquelas sensação que você tem quando termina uma série ou um livro? Essa sensação triplica com Scott Pilgrim. Você fica querendo mais e você sente falta das histórias de Scott. Quando eu terminei de ler, entrei em uma crise profunda de querer ler mais e entrar mais nesse mundinho de Scott Pilgrim.

4- Scott Pilgrim vai virar seu crush (mesmo se você for hétero)

Ah, Scott Pilgrim... O que falar sobre suas filosofias, suas batalhas e todas as suas dúvidas? O jeito que você batalha pelo amor, o jeito que você lida com as coisas e todo esse seu charme. Como não se apaixonar por esse herói lindo, que vai até o fim pelo o que quer? Scott Pilgrim=melhor pessoa.


5- Você vai querer ser Ramona Flowers (mesmo se você for hétero)

Ramona Flowers é uma menina tão misteriosa, que chega a ser sexy. Tudo bem que ela tem toda um dependência sentimental, mas ela é linda. No filme, pelo menos, o cabelo dela é lindo. E tudo bem que ela é uma heartbreaker muito estúpida. Eu falo que eu não quis socar a Summer (500 dias com ela),  mas eu fiquei com muita vontade de bater na Ramona. Anyway, ela é foda.


6- Sua cabeça vai virar do avesso

Essa história conta muito sobre o passado, sobre como as coisas tomam um rumo diferente e sobre como as coisas nem sempre vão acontecer como a gente quer. E isso nos deixa muito frustrados. Além de que você vai descobrir coisas sobre você mesmo e vai se questionar altas coisas. Coisas sobre o universo, sobre as possibilidades. Sobre tudo.

7- A gente acaba aprendendo mais sobre o amor

Ok, vamos lá. Só de Scott ter que derrotar todos os ex-malvados de Ramona, é uma baita prova de amor. Scott não é lá o cara mais rico, mais charmoso ou tem algo de muito especial. Mas Scott Pilgrim tem algo muito importante, que muita gente desconhece e nem sabe a importância disso: o amor.E como vocês devem saber através desse post aqui, Scott não sabe muito bem o que é o amor. Ele só sente.


Amor

Eu sinto árvores por você

18:24

Scott Pilgrim VS The World 
Eu perdi muito tempo da minha vida tentando mudar o meu jeito de ser. Tentando ser alguém que eu não sou. E isso, de certa forma, me machucou muito ao longo desses anos. Eu sou de me apegar demais, e eu nunca vi isso como uma qualidade (não que isso seja). Mas eu me entrego demais, sabe? Amo demais.
Eu brinco (na verdade, eu falo sério) que a única coisa que eu sei fazer é amar. É a coisa mais fácil do mundo, se você for parar pra pensar. São só quatro letras, um significado reduzido. Mas lidar com isso, é tão complicado... Eu só sei amar. E você não tem ideia de como eu quero tirar isso da minha personalidade.
Eu tenho uma coisa que chama "Síndrome do não", ou seja, todas as minhas tentativas ou perguntas serão negadas. Nada dá certo pra mim, principalmente, quando o assunto é a palavra com "a".
Palavra com "a"? Que palavra com "a"? Árvores?
Árvores, que seja! Talvez as árvores sejam menos complexas. Talvez, essa seja a única palavra que importa.
Na real, a maioria dos caras que eu me apaixonei eram/são completos babacas, e o motivo realmente não importa. Mas o que eu tirei de cada um deles, foram belas palavras e aprendizados que com certeza vou contar para as minhas filhas.
A culpa dessa babaquice toda, é deles? Não. Eles são quem eles podem ser. Eu não sabia onde estava me metendo e como se jogava aquele jogo. Eu só entrei em suas imensidões e confusões, sem saber para onde esse barco iria.
Por isso, eu penso muito antes de me apaixonar. Não que isso seja ruim. Mas cuidar de árvores é uma coisa complicada. Todas tem seus defeitos e suas dificuldades (e babaquices). Então, eu decide só me apegar a quem realmente vale a pena (falando assim parece que eu escolho isso, mas não). O amor, meus queridos, não é uma rosa. É uma floresta inteira.
O amor? O amor é isso de se apegar demais. De fazer de tudo por alguém. De sentir o perfume da pessoa na rua e bater uma saudade. De sorrir sempre que lembra da pessoa. O amor é tudo o que a gente tem. De todos os tipos, formas ou sabores.
Quando a gente perde e vê isso só no final, é quando a gente percebe o quanto as árvores são valiosas. Quer uma dica? O amor sempre vale a pena. Não importa os sacrifícios,  as dificuldades ou os obstáculos. O amor de verdade é tão automático, que você vai saber quando ele chegar.
E quando ele chegar, cuida bem dele para ele não ir embora.

Scott Pilgrim's Precious Little Life: To Ramona